quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Iron Maiden faz show marcante e esquenta noite gelada de Curitiba

A noite desta terça-feira (24) ficará na memória dos curitibanos. Apesar do grande frio, este que fez Tom Araya (baixista e vocalista do Slayer) tremer em cima do palco, e obrigou Bruce Dickinson (vocalista do Iron Maiden) a vestir um sobretudo, os shows de Ghost, Slayer e Iron Maiden animaram e levaram o grande público ao delírio no Bio Parque. Os fãs, que já enchiam as filas do local desde a manhã de terça tiveram que esperar quase 12 horas, mas no fim viram desde uma missa satânica até fogos de artifício explodirem no palco.
O show começou com uma “missa macabra” celebrada por Papa Emeritus II, os integrantes da banda Ghost não empolgaram aqueles que esperavam por Slayer e Iron Maiden, porém tiveram uma boa recepção por parte do público. Em um show bem teatral, o vocalista regeu a plateia em suas músicas mais conhecidas, e a banda conseguiu fazer uma boa introdução para a noite em um show de apenas 40 minutos.
O frio chegou, e junto aos gritos de “Slayer”, os “monstros” do thrash metal subiram ao palco às 19h30. O quarteto se apresentou por cerca de uma hora, e incendiou o Bio Parque, começando com os primeiros “mosh”.Tom Araya, baixista e vocalista da banda, brincou com o público dizendo que o frio era tanto, que precisava esquentar as mãos.
 Ao final do show, uma homenagem ao guitarrista e fundador da banda Jeff Hanneman, que morreu em maio deste ano após sofrer uma insuficiência hepática. Nos telões apareceram imagens do guitarrista e uma logo com seu sobrenome e uma frase “Still Reigning” (ainda reinando). O show foi o esquenta que faltava para todos receberem o show mais esperado da noite, o Iron Maiden.
E foi então, que alguns minutos passados das 21h a banda subiu ao palco. Trazendo músicas baseadas no set list da turnê “7th Tour of a 7th Tour”, e que não eram tocadas há muito tempo como “Moonchild” - música que abriu o show. A banda também trouxe grandes clássicos como “Fear Of The Dark”, “Two Minutes To Midnight”, e “The Trooper”. Energia para o grupo foi o que não faltou, apesar do cansaço visível de Bruce provavelmente por conta  das outras apresentações da turnê Maiden England, (além do show no Rock In Rio, no domingo, o grupo se apresentou no dia 20 em São Paulo, no Anhembi).
Bruce reclamou diversas vezes do frio, e chegou até a colocar um sobretudo durante o intervalo das músicas para se esquentar, cantando em um tom mais baixo, ele ainda assim não deixou de agitar correndo para todos os lado, ainda agradeceu o público por ir assisti-los apesar do frio. Steve Harris é um espetáculo a parte, com quase 60 anos de idade parece uma criança correndo pelo palco. O baixista não parou um minuto se quer durante o show, pulando em cima das caixas de som e ainda fazendo solos com seu contrabaixo.
A parede de guitarristas formada pelos incríveis Adrian Smith, Dave Murray e Janick Gers, não deixaram de ser outro espetáculo também, revezando solos e se divertindo dentro do palco, trouxeram mais energia ao show. Nicko McBrain, o baterista, apesar de ficar “escondido” atrás de seu instrumento no fundo do palco, por várias vezes levantou para cumprimentar o público, e ao fim do show mostrou toda as simpatia arremessando baquetas, munhequeiras e até tampas das caixas de sua bateria.
O público, interagindo com a banda, não deixou de cantar uma música se quer, pulando, e agitando os braços a todo o momento, e ainda teve contou com a surpresa de ver labaredas de fogos, e fogos de artifício explodindo pelo palco ao longo do show.

Por: Guilherme Dias


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Iron Maiden encerra o Rock In Rio 2013

Enfim chegou ao fim a 13ª edição do Rock In Rio. O festival que teve muito rock de verdade e rock de mentira, que teve muitas críticas e muitos elogios. Ao todo mais de 500 mil pessoas assistiram os 7 dias de show do festival. E para encerrar a noite com chave de ouro, o clássico Heavy Metal se espalhou pela Arena do Rock, a banda inglesa Iron Maiden subiu ao palco e trouxe o set list que apresentou em São Paulo e irá apresentar em Curitiba da turnê Maiden England.
A banda surgiu ao palco com imagens mostrando destruição e a força da natureza, fogos de artifício explodiram e Moonchild começou a ser tocada. Can I Play With Madness animou o público com a chegada da chuva. E aí, o público foi ao êxtase com The Trooper, seguido de The Number Of The Beast , Bruce correndo pelo palco com a clássica bandeira inglesa, e pedindo a ajuda do público para cantar.

Ao longo do show, o vocalista continuou interagindo com a plateia, fechando o show com o clássico Fear Of The Dark e Iron Maiden. No BIS, rolou até um solo de bateria com Nicko McBrain na última música da noite, Running Free. O baterista ao fim do show jogou baquetas e munhequeiras para a plateia. Foi a primeira vez em 30 anos que não foi tocado Hallowed By Thy Name, agora resta esperar até a próxima turnê, ou o próximo Rock In Rio, em 2015.

Por: Guilherme Dias


quinta-feira, 12 de setembro de 2013


Não pode mais errar


Quem busca algo mais dentro de um campeonato Brasileiro tem sempre que jogar pra cima e para isso pode cometer alguns erros.
Para isso serve o primeiro turno. Joga valendo os 3 pontos, mas ainda tendo uma longa gordura para ser queimada podendo errar e observando os erros para corrigi-los.
Agora o Campeonato Brasileiro começa 'pra valer'. Todos os times tiveram seus momentos pra testar alguns jogadores, avaliar o elenco, os treinadores, táticas, etc. Alguns conseguiram somar mais pontos e outros menos. Mas agora, se alguém realmente quer buscar algo a mais, superar expectativas criadas no primeiro turno, deve eliminar de seu vocabulário a palavra "erro". Isto serve para alguns bons clubes como o São Paulo, que está na zona de rebaixamento, mas deve se considerar que tem um time com jogadores de grande nome como Jadson, Ganso, Luis Fabiano, entre outros que são selecionáveis (no sentido de jogar ou ter jogado na seleção Brasileira). Cometeu vários erros, mas se não quiser ter seu primeiro rebaixamento da história não pode mais errar.

Com o Atlético a situação na tabela é invertida, mas o aviso vale também. O Furacão terminou o turno dentro do G4 (grupo que coloca os participantes dele na Libertadores do ano seguinte) e com a melhor campanha da sua história nos pontos corridos. Mesmo assim, houveram vários erros, podendo citar jogos como Cruzeiro e Flamengo (que o Furacão abriu 2 a 0 e cedeu o empate), bem como jogos como Corinthians, Grêmio e Inter (que também começou ganhando e deixou empatar).

Não fossem erros, falta de atenção e também uma certa falta de ritmo, poderíamos arriscar que o Atlético teria fechado o turno em 1º. Mas vamos seguir o roteiro humilde gerido pelo treinador Vagner Mancini e pensar em somar pontos e fugir o quanto antes do rebaixamento (mesmo estando em 4º na tabela), ao contrário do time rival que já cantava "Campeão" na quinta rodada.

O campeonato "começa agora" pra quem tem objetivos maiores. Essa é a hora de ver quais eram as intenções das equipes no planejamento inicial. A longa pré temporada do rubro-negro começa a surtir efeito agora, quando vemos times extremamente desgastados no segundo tempo e o furacão voando em campo.

Se o Atlético busca um "algo a mais" no campeonato, precisa aprender com os erros do passado. Mancini conseguiu arrumar a defesa e armar um time bem postado e rápido em campo. Agora é seguir jogo a jogo, como se cada um fosse uma final, evitar erros e aí sim pensar em algo maior como um acesso a Libertadores ou quem sabe título Brasileiro.

O que não se pode mais pensar dentro do Atlético, se tem grandes ambições, é na palavra "errar".

Por: Murilo Botto de Barros





terça-feira, 3 de setembro de 2013

Álbum da semana

Kiss - Creatures Of The Night 

 Creatures Of The Night, lançado em 1982, é o décimo álbum de estúdio da banda e diria que um dos mais marcantes! Causando uma espécie de revolução no grupo, tanto no som quanto nos membros, o álbum excedeu as expectativas e se tornou um clássico. Após a fraca repercussão do álbum anterior (Music From The Elder), o Kiss voltou com tudo, resultando no álbum mais pesado da banda durante a era mascarada. O que faz esse álbum inovador e diferente dos anteriores é o fato da mudança de membros dentro do grupo, Peter Criss já não fazia mais parte da banda desde 1980 e seu substituto Eric Carr não pôde mostrar sua melhor atuação no álbum anterior, porém neste álbum mostrou uma absurda técnica no instrumento e ganhou ajuda de microfones extras durante as gravações, aumentando mais ainda o peso do instrumento. O segundo ponto a ser observado são as mudanças nos tipos de riffs e solos das músicas, e a explicação para tamanha mudança é muito simples: Ace Frehley não chegou a gravar NENHUMA faixa deste álbum, nem mesmo um pequeno riff ou solo. Durante as gravações seu futuro substituto, Vinnie Vincent, e alguns outros músicos já realizavam o trabalho que antes pertencia a Ace. Apesar de não participar do álbum a capa conta com sua participação e também o clipe de I Love It Loud. 
 As faixas do álbum são em seu todo pesadas e bem trabalhadas, atingindo um novo nível musical. A faixa título do álbum Creatures Of The Night é em minha opinião a melhor do álbum e a mais característica da nova fase da banda, dentre as mais conhecidas do álbum ainda temos I Love It Loud, I Still Love You e War Machine. 
 O álbum é com certeza uma das melhores obras do Rock e deve ser ouvida e apreciada, não deixe de ouvi-lo! 

Creatures Of The Night
Saint and Sinner
Keep Me Comin
Rock n Roll Hell
Danger 
I Love It Loud
I Still Love You
Killer
War Machine

Confira a faixa título do álbum - Creatures Of The Night

Por: André Luiz Tedesco




quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Great Times Are Coming

Foi assim contra o Botafogo, então líder da série A, e não podia ser diferente contra o Palmeiras ontem, atual líder da série B. Passou um furacão na vila Capanema e arrasou com tudo. Não se viu nem fogo nem porcos lá.

 Pra mostrar que não é apenas uma fase, Mancini bateu o então melhor time da série A, entrou no G4 do Brasileiro e mais que isso, não deixou o Botafogo jogar no domingo. Ontem a história se repetiu, contra o Palmeiras. O melhor time da série B veio a Curitiba precisando apenas de um empate para se classificar pois em São Paulo venceu o primeiro jogo da Copa do Brasil por 1 a 0, mesmo com o furacão praticamente dominando a partida lá, tomou um gol de bobeira e perdeu várias oportunidades, poderia ter saído vitorioso lá. 

 Mas em Curitiba a história é diferente. Em plena quarta-feira, num jogo as 21:50 e o maior frio em Curitiba, o torcedor atleticano esteve presente lotando as arquibancadas do Durival de Britto. O público total de 11.908 pessoas só foi menor que domingo contra o Botafogo, que passou de 13mil pessoas. E que show deu a torcida! Duas festas lindas de toda a torcida que empurrou o time os 90 minutos dos dois jogos. Com o time jogando muita bola em campo há um bom tempo já não deu outra. 2 a 0 contra Botafogo e 3 a 0 contra o Palmeiras (e aqui vamos dizer que saiu barato pro Palmeiras, poderia ter sido mais) com o furacão dominando as duas partidas do começo ao fim. "Caiu no Capanema, 'nóis' não tem pena!"

 Soberano, o time de Mancini marca desde os atacantes que pressionam a zaga adversaria sem dar espaços para os adversários jogarem e pra melhorar ainda tem um dos melhores ataques do Brasil e conta com o Artilheiro Ederson, ou Edershow, como preferir. O time é completo e pode-se dizer que hoje temos elenco e não apenas 11. Atacantes jogando muita bola, podendo alternar eles que dão conta do recado, vários meias de qualidade, muitos bons volantes, zagueiros muito bem e os laterais jogando muita bola (contra o Botafogo até o Jonas jogou muito), fora os goleiros que Weverton tem salvo algumas boas bolas apesar de não sair muito do gol em cruzamentos e temos a jovem promessa Santos no banco, que provou ser um excelente goleiro no Campeonato Paranaense, até fazendo alguns da torcida dizerem ser melhor que o próprio titular que tem créditos por ter ajudado no acesso em 2012.

 Realmente, os bons tempos voltaram e o furacão voltou. Voltou para aonde nunca deveria ter saído e no melhor estilo: brigando por títulos. Mas não para por aí apenas o titulo do texto. Pra melhorar, o titulo vem do slogan da famosa cerveja Budweiser e tem um motivo. Alguns dias atrás rolavam boatos que o Atlético junto com a AEG estariam atrás de fechar parceria para Naming Rights da Arena com a Budweiser que no Brasil é feita pelo grupo Ambev, inclusive que alguns meses atrás Mauro Holzmann, diretor de marketing do Atlético, havia ido aos Estados Unidos em busca de tal parceria.

De fato, "Great Times Are Coming".

Por: Murilo Botto de Barros

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Bandas curitibanas

Sr. Casanova


 Sr. Casanova é uma banda de Rock' n Roll formada no início de 2007. Com influências do próprio Rock, Hard, Metal e Blues a banda compõe suas músicas visando os anos 60 e 70, garantindo o sentimento de nostalgia do rock! Crime Capital em minha opinião é o som mais clássico da banda, mostrando a força do puro e velho rock 'n roll em suas guitarras vibrantes, riffs contagiantes e um solo puro e simples. Outra obra magnífica e para mim a melhor da banda é a música Sangrando em Rosas, com um felling absurdo e de arrepiar! Diria que a banda tem um estilo que lembra a boa e velha banda curitibana Blindagem.
 A banda está em atividade e realizando diversas apresentações em Curitiba, confiram os principais meios de contato da banda para ouvir suas músicas e para maiores informações!




Por: André Luiz Tedesco

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Álbum da semana

Motörhead - Kiss of Death

Em tempos de notícias como “morre Lemmy Killmister” ou “Lemmy se aposentará?”, e às vésperas de mais um trabalho a ser lançado, nada melhor do que uma homenagem a uma das maiores bandas de todos os tempos: o lendário e imortal Motörhead!
 O álbum “Kiss of Death” é o décimo nono do conjunto, e um dos mais pesados. Esta obra já começa com uma porrada à quem duvida da criatividade do trio. “Sucker” é um resumo da banda: somos fodas, e não gostamos de otários. E é bom que você não goste disso. Seu otário.
 Em seguida, vem algo mais calmo, ao estilo Motörhead de levar a vida. One Night Stand, coro entoado inclusive no Rock in Rio de 2011 pelo público, fala acerca da paixão de uma noite. O sexo descompromissado, sem perspectivas. A primeira pitada de bom humor.
 O bom humor, sempre presente nos clássicos da banda, acompanha todo o álbum. Mas são nas músicas “sérias”, se assim podemos chamá-las, que está o diferencial desta obra. “God Was Never On Your Side” soa como um desabafo, magnificamente bem entoado pelo pai do Heavy Metal. Uma música que merece ser ouvida e analisada dezenas de vezes.
 Como último ponto de destaque, temos “Be My Baby”. Que obra! Só de ouvir sua introdução, já sabemos que algo grande está por vir. O riff, a temática, o vocal. Tudo se encaixa. Para mim, o ponto mais alto do álbum.
 Mikkey Dee e Phil Campbell estão, como sempre, consistentes. Sempre dentro do que o Motörhead precisa. Muitos lembram apenas de Lemmy e esquecem que a banda é um conjunto. O próprio Lemmy diz sobre Dee: “The best drummer in the world”, enquanto Campbell se solidifica cada vez mais nos back vocals e solos contagiantes.
 Kiss of Death é um álbum a ser analisado, a ser ouvido e apreciado. Se você gosta de Heavy Metal, de Rock n’ Roll, ou apenas de boa música, não pode ignorá-lo. Até a próxima!

Sucker
One Night Stand
Devil I Know
Trigger
Under The Gun
God Was Never On Your Side
Living In The Past
Christine
Sword Of Glory
Be My Baby
Kingdom Of The Worm
Going Down

Confira o álbum completo - Kiss Of Death

Por: Pedro Marquetti Rocha